{"id":9862,"date":"2018-05-20T08:00:15","date_gmt":"2018-05-20T08:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.revistabinter.com\/?p=9862\/"},"modified":"2024-01-25T09:23:01","modified_gmt":"2024-01-25T09:23:01","slug":"romantico-encanto-la-orotava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/2018\/05\/20\/romantico-encanto-la-orotava\/","title":{"rendered":"O rom\u00e2ntico encanto de La Orotava"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Por <em>Paula Albericio<\/em><\/p>\n<p>Junho \u00e9 o grande m\u00eas de La Orotava (na regi\u00e3o norte da ilha can\u00e1ria de Tenerife). O Corpus Christi, a dan\u00e7a dos magos, a romaria de San Isidro. Motor econ\u00f3mico da ilha no s\u00e9culo XVII e atualmente cen\u00e1rio de superprodu\u00e7\u00f5es de Hollywood, como <em>F\u00faria de Tit\u00e3s<\/em>, La Orotava oferece uma mescla de shopping num centro hist\u00f3rico patrim\u00f3nio nacional, com lojas centen\u00e1rias, ruas empedradas, antigas mans\u00f5es e fachadas can\u00e1rias t\u00edpicas que distinguem este munic\u00edpio que dorme nas encostas do Teide (o vulc\u00e3o com o pico mais alto da Espanha, 3.718 metros).<\/p>\n<p>Com o Ayuntamiento (C\u00e2mara Municipal) como ponto de partida, come\u00e7amos o nosso percurso na rua Carrera del Escultor Est\u00e9vez onde, no n\u00famero 16, encontramos a Ferreteria Orotava, uma empresa familiar fundada em 1904 por F\u00e9lix Reyes Mart\u00edn e administrada desde 2004 por Esteban Garc\u00eda Morales, que anteriormente era a\u00ed empregado. &#8220;Temos que adaptar-nos aos tempos modernos, mas sem abdicar do nosso artesanato e tradi\u00e7\u00f5es&#8221;, diz Esteban, enquanto nos mostra o lugar que est\u00e1 localizado abaixo de uma antiga mans\u00e3o com mais de cem anos. N\u00e3o s\u00f3 os utens\u00edlios dom\u00e9sticos e os produtos de ferragens podem ser encontrados aqui, pois este estabelecimento com mais de um s\u00e9culo de hist\u00f3ria continua a apostar no artesanato, como a cestaria de castanheiro, al\u00e9m de estar ligada a tradi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, como a rota de pres\u00e9pios can\u00e1rios ou a confe\u00e7\u00e3o de carpetes de Corpus Christi.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9866\" src=\"http:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/calzados_afonso01-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/calzados_afonso01-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/calzados_afonso01-161x242.jpg 161w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/calzados_afonso01-750x1125.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/p>\n<p>Sem sair da mesma rua, no n\u00famero 11, entramos na Calzados Afonso, estabelecimento familiar fundado em 1904. &#8220;Come\u00e7ou como a chapelaria El \u00c1guila, aberta pelo meu av\u00f4 Adolfo L\u00f3pez. Viajava \u00e0 pen\u00ednsula e a It\u00e1lia para obter os melhores materiais &#8220;, conta-nos Ana Afonso L\u00f3pez, da terceira gera\u00e7\u00e3o a cargo de uma empresa que agora \u00e9 uma loja de sapatos voltada para os p\u00fablicos masculino e feminino e cujos clientes v\u00eam de diferentes pontos de toda a ilha de Tenerife. Aqui conservam parte do mobili\u00e1rio original e o encanto do pequeno com\u00e9rcio, que se distingue pelo tratamento amig\u00e1vel e pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9867\" src=\"http:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/calzados_afonso02-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/calzados_afonso02-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/calzados_afonso02-161x242.jpg 161w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/calzados_afonso02-750x1125.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/p>\n<p>Vir a La Orotava e n\u00e3o desfrutar da pastelaria \u00e9 quase um pecado. A Confiter\u00eda y caf\u00e9 Taoro, da Casa Egon, na rua Le\u00f3n n\u00ba 5, \u00e9 talvez um dos estabelecimentos mais populares do munic\u00edpio. Fundada em 1906 pelo alem\u00e3o Egon Wende Bard, entrar nas suas instala\u00e7\u00f5es \u00e9 fazer uma viagem a outra era. Benigno Roc\u00edo, sobrinho da esposa de Egon, herdou este neg\u00f3cio com um pronunciado selo familiar &#8211; os seus seis filhos estiveram ligados ao estabelecimento, que remonta j\u00e1 a quatro gera\u00e7\u00f5es. N\u00e3o pode partir sem provar um tambor moka ou chocolate, as roscas de gema ou o mil-folhas crocante acompanhado de um chocolate quente com nata caseira. Se puder, n\u00e3o deixe de contemplar os fabulosos Jardins Victoria, que presidem \u00e0 parte traseira da casa Egon, cuja imagem certamente que n\u00e3o deixar\u00e1 ningu\u00e9m indiferente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9870\" src=\"http:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sukul02-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sukul02-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sukul02-161x242.jpg 161w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sukul02-750x1125.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s esta paragem para repor energia, continuamos o passeio e as compras. Entre ruas empedradas e belas fachadas dirigimo-nos para a Sukul, na rua Tomas Zerolo n\u00ba1, dirigida por Jesus e Edurne. Esta loja de moda e acess\u00f3rios para mulheres est\u00e1 localizada dentro de um dos estabelecimentos mais antigos de La Orotova que, embora escondido dos olhos do p\u00fablico, preserva o antigo escrit\u00f3rio original com rel\u00edquias dignas de admira\u00e7\u00e3o. Aqui destacam-se as roupas elaboradas em tecidos ecol\u00f3gicos, o estilo bo\u00e9mio e a bijuteria artesanal, uma del\u00edcia para os amantes da moda e das tend\u00eancias.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9869\" src=\"http:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sukul01-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sukul01-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sukul01-161x242.jpg 161w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sukul01-750x1125.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/p>\n<p>Terminamos o dia no n\u00ba 14 da rua Calvario, onde se situa o Bar Fari\u00f1a, fundado em 1920, que foi variando de atividade e passando de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Agora, &#8220;a filosofia de Fari\u00f1a \u00e9 fundir os bares de <em>pinchos<\/em> t\u00edpicos de Madrid e do norte da pen\u00ednsula, onde os clientes se sentam ao balc\u00e3o para degustar um menu que muda todas as semanas&#8221;, diz-nos \u00d3scar Roc\u00edo, um dos copropriet\u00e1rios deste neg\u00f3cio que, desde janeiro de 2017, se tornou num ponto de encontro para amigos que acorrem para fruir da gastronomia, da grande variedade de cervejas e da m\u00fasica ao vivo, al\u00e9m das exposi\u00e7\u00f5es itinerantes que acolhe.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9863\" src=\"http:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bar_fari\u00f1a01-1024x683.jpg\" alt=\"Bar Fari\u00f1a\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bar_fari\u00f1a01-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bar_fari\u00f1a01-361x242.jpg 361w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bar_fari\u00f1a01-750x500.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>E \u00e9 esse o encanto de La Orotava, ter evolu\u00eddo sem perder as tradi\u00e7\u00f5es de outrora<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9871\" src=\"http:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Tom-Eigenhufe-BinterNT172-Mapa-La-Orotava-copia-705x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"705\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Tom-Eigenhufe-BinterNT172-Mapa-La-Orotava-copia-705x1024.jpg 705w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Tom-Eigenhufe-BinterNT172-Mapa-La-Orotava-copia-166x242.jpg 166w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Tom-Eigenhufe-BinterNT172-Mapa-La-Orotava-copia-750x1090.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 705px) 100vw, 705px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paula Albericio Junho \u00e9 o grande m\u00eas de La Orotava (na regi\u00e3o norte da ilha can\u00e1ria de Tenerife). 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