{"id":12568,"date":"2019-10-12T08:07:33","date_gmt":"2019-10-12T08:07:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.revistabinter.com\/?p=12568\/"},"modified":"2024-01-25T09:23:00","modified_gmt":"2024-01-25T09:23:00","slug":"bodas-de-prata-do-mindelact","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/2019\/10\/12\/bodas-de-prata-do-mindelact\/","title":{"rendered":"BODAS DE PRATA DO MINDELACT"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Por <em>Dai Varela<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fotografias por <em>Mindelact e Bob Lima<\/em><\/p>\n<p><strong>O Festival Internacional de Teatro do Mindelo &#8211; Mindelact 2019, assinala 25 anos em novembro com uma programa\u00e7\u00e3o de grupos nacionais e internacionais, na cidade do Mindelo, com uma extens\u00e3o na cidade da Praia. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Mindelact, Jo\u00e3o Branco, fala numa constante evolu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da economia dos afetos.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-12570 size-large\" src=\"http:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/AF_BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-photo-by-Bob-Lima-2-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/AF_BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-photo-by-Bob-Lima-2-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/AF_BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-photo-by-Bob-Lima-2-161x242.jpg 161w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/AF_BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-photo-by-Bob-Lima-2-750x1125.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>O Festival Mindelact comemora as Bodas de Prata. O que estes 25 anos representam em termos culturais, art\u00edsticos e sociais para Cabo Verde?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>V\u00e1rias coisas. O Cabo Verde teatral, digamos assim, surge e tornou-se muito mais vis\u00edvel no mapa-mundo gra\u00e7as ao Festival Mindelact. Isso \u00e9 inquestion\u00e1vel. Em 24 anos &#8211; com a edi\u00e7\u00e3o de 2019 ser\u00e3o 25 &#8211; nunca o Mindelact deixou de acontecer, o que \u00e9 not\u00e1vel. Mais, foi crescendo de regional a nacional, de nacional a internacional e com uma programa\u00e7\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o. Hoje podemos dizer que temos 7 ou 8 eventos dentro do pr\u00f3prio Mindelact. Com espet\u00e1culos de maior porte, com produ\u00e7\u00f5es mais intimistas, com teatro de rua, com a linguagem das performances, com o ciclo dos Contadores de Est\u00f3rias, com o teatro mais experimental e por a\u00ed fora. Hoje, o volume de espet\u00e1culos do Mindelact \u00e9 espantoso se tivermos em conta a pequenez geogr\u00e1fica e populacional do pa\u00eds e, mais ainda, os meios financeiros que este tem ao seu dispor. Por outro lado, como j\u00e1 foi dito por muita gente ao longo destes anos, o festival Mindelact tem funcionado como uma aut\u00eantica escola, porque uma das principais formas de se aprender algo em arte \u00e9 vendo o trabalho dos outros, \u00e9 saber o que se est\u00e1 a fazer um pouco por todo o mundo. E o Mindelact tem permitido isso, n\u00e3o s\u00f3 com as suas programa\u00e7\u00f5es de excel\u00eancia, mas tamb\u00e9m por trazer grandes nomes e artistas para ministrar oficinas aos nacionais que s\u00e3o, sem nenhuma d\u00favida, incr\u00edveis mais valias e fator de crescimento. Hoje o teatro cabo-verdiano est\u00e1 num patamar muit\u00edssimo superior do que estava h\u00e1 20 anos atr\u00e1s, em termos quantitativos e qualitativos. Qual o peso do Mindelact para que essa evolu\u00e7\u00e3o tenha acontecido? Acreditamos que tenha sido um fator fundamental desse crescimento e dessa evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-12571 size-large\" src=\"http:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-1-1024x682.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-1-750x500.jpg 750w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-1.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Quais s\u00e3o as exig\u00eancias de realiza\u00e7\u00e3o de um Festival como o Mindelact?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, muita coragem. Realizar um festival como o Mindelact em Cabo Verde \u00e9 um atrevimento, por assim dizer. Por outro lado, criatividade. Para conseguir reunir as condi\u00e7\u00f5es financeiras e log\u00edsticas de um evento como este \u00e9 preciso ir bater em muitas portas, \u00e9 fundamental saber negociar, convencer, seduzir, n\u00e3o s\u00f3 parceiros, empresas, mas tamb\u00e9m os artistas e as companhias. Como se consegue que artistas de renome mundial como o japon\u00eas Tadashi Endo, o checo Radim Vizvary, a cabo-verdiana Marlene Freitas ou a brasileira Vera Holtz (s\u00f3 para referir exemplos dos dois \u00faltimos anos) aceitem vir at\u00e9 Cabo Verde apresentar os seus trabalhos, de forma gratuita? \u00c9 preciso muita conversa, explicar como funciona, passar este conceito da Economia dos Afetos (lan\u00e7ado por n\u00f3s em 2014) que permite que um evento que normalmente teria um or\u00e7amento incomport\u00e1vel, possa custar 10 ou 20 vezes menos. Ainda, generosidade, n\u00e3o apenas dos artistas, mas tamb\u00e9m dos parceiros e das equipas de volunt\u00e1rios, a come\u00e7ar pelos dirigentes que nunca recebem pelo seu trabalho. Finalmente, compet\u00eancia, que fa\u00e7a com que seja poss\u00edvel fazer tanto com t\u00e3o pouco. Como \u00e9 evidente, muitas vezes pensamos que seria fant\u00e1stico ter melhores condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, espa\u00e7os mais apropriados, etc. Mas estas dificuldades acabam por nos tornar mais audazes e fazem com que destes obst\u00e1culos acabem por surgir solu\u00e7\u00f5es interessantes que tem permitido o crescimento do Mindelact, n\u00e3o a partir da abund\u00e2ncia, mas da escassez.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-12572 size-large\" src=\"http:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-1.png-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-1.png-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-1.png-361x242.jpg 361w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-1.png-750x500.jpg 750w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-1.png.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Como \u00e9 que se pode mensurar o sucesso ou ganhos do Mindelact?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00c9 t\u00e3o dif\u00edcil quanto vis\u00edvel. Parece contradit\u00f3rio, mas \u00e9 assim mesmo. Ainda assim, j\u00e1 foram defendidos e publicados v\u00e1rios estudos de mestrado e doutoramento que tiveram no Mindelact um dos seus principais estudos de caso e que s\u00e3o un\u00e2nimes em reconhecer o Festival Mindelact como algo extraordin\u00e1rio no contexto cabo-verdiano. Gostaria que um dia algu\u00e9m da \u00e1rea da gest\u00e3o se desafiasse a fazer da sua tese de mestrado ou at\u00e9 doutoramento um aprofundamento do que \u00e9 isto da &#8220;Economia dos Afetos&#8221;, porque \u00e9 uma das bases da nossa sustentabilidade e crescimento. Mas do ponto de vista art\u00edstico \u00e9 vis\u00edvel o crescimento da arte c\u00e9nica em Cabo Verde, a todos os n\u00edveis: quantidade de grupos, qualidade das produ\u00e7\u00f5es, visibilidade social da arte, interesse de implementa\u00e7\u00e3o do teatro nos mais diversos dom\u00ednios, etc. Diria que hoje o teatro \u00e9 um bem de primeira necessidade no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Voc\u00ea faz parte deste percurso e j\u00e1 trabalhou com atores novos e os da antiga gera\u00e7\u00e3o. Como diretor teatral, quais as principais diferen\u00e7as entre o jovem ator atual e aquela juventude que iniciava no teatro h\u00e1 25 anos?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>As mesmas de sempre. Os mais jovens t\u00eam mais energia, mais ilus\u00f5es, mais coragem e mais planos para o futuro. Por outro lado, os jovens hoje encontram condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o havia h\u00e1 vinte anos. Podem ver muito teatro ao longo do ano, podem ter acesso a imensa informa\u00e7\u00e3o de pesquisa e estudo, podem conhecer artistas e espet\u00e1culos internacionais anteriormente inacess\u00edveis para o cidad\u00e3o interessado e tem outros meios, de informa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 outros, para conseguir estudar teatro. Veja-se o caso das bolsas PROCULTURA, da Uni\u00e3o Europeia que incluem as artes c\u00e9nicas e que tem muitos cabo-verdianos a concorrer. Ser\u00e1 que a visibilidade das artes c\u00e9nicas contribuiu para a inclus\u00e3o dessa arte neste financiamento? N\u00e3o tenho d\u00favidas em responder que sim.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-12573 size-large\" src=\"http:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-2-1024x640.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-2-1024x640.jpg 1024w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-2-361x226.jpg 361w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-2-750x469.jpg 750w, https:\/\/www.revistabinter.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/BODAS-DE-PRATA-DO-MINDELACT-ENTREVISTA-Joa\u0303o-Branco-2.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>H\u00e1 uma forma, est\u00e9tica, tem\u00e1tica ou linguagem de teatro t\u00e3o caracter\u00edstica que se poder\u00e1 distinguir o teatro feito em Santo Ant\u00e3o, Mindelo, Sal, Praia ou outro local em Cabo Verde?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>H\u00e1, com certeza. A arte c\u00e9nica tem uma matriz comum e a partir daqui vai variando conforme os seus intervenientes. Por um lado, tem na sua natureza a coincid\u00eancia no tempo e no espa\u00e7o. Ou seja, s\u00f3 \u00e9 teatro quando artista e p\u00fablico est\u00e3o a partilhar um mesmo espa\u00e7o, no momento em que a obra de arte (neste caso uma produ\u00e7\u00e3o teatral ou uma performance) est\u00e1 a ser exibida. Por outro lado, todo o teatro acontece numa rela\u00e7\u00e3o triangular entre p\u00fablico, ator\/atriz e dramaturgia (ou narrativa). Seja em que ilha, ou em que pa\u00eds, isto acontece. A partir daqui o teatro torna-se espelho de um povo e essa \u00e9 precisamente uma das raz\u00f5es porque \u00e9 uma arte t\u00e3o importante e especial. Podemos aferir muito da matriz identit\u00e1ria de um povo a partir dos seus espet\u00e1culos de teatro: a partir dos aspetos narrativos, mas tamb\u00e9m visuais, corporais, vocais (as l\u00ednguas e as pron\u00fancias), os objetos, os ritmos, as musicalidades, etc. Um espet\u00e1culo do Juventude em Marcha tem, neste sentido, muito de Santo Ant\u00e3o (quem questiona isso?), assim como um espet\u00e1culo do Grupo de Teatro do Centro Cultural Portugu\u00eas do Mindelo, tem muito de S. Vicente (veja-se o \u00faltimo &#8220;Cr\u00f3nicas do Mindelo) ou um espet\u00e1culo do OTACA tem sempre impregnado a cultura de Santiago.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Quando se compara a produ\u00e7\u00e3o nacional com o que estes grupos estrangeiros colocam nos palcos do Mindelact, qual a sua avalia\u00e7\u00e3o comparativa?\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Um dos fatores que faz com que o Festival Mindelact seja de facto um evento diferente de outros que aconte\u00e7am no mundo no dom\u00ednio do teatro \u00e9 que n\u00e3o fazemos nenhuma diferencia\u00e7\u00e3o, na organiza\u00e7\u00e3o da nossa programa\u00e7\u00e3o, entre espet\u00e1culos estrangeiros e nacionais. Todos tem as mesmas condi\u00e7\u00f5es. Quem est\u00e1 no Palco 1 ou no Palco 2 trabalha com os mesmos materiais, no mesmo palco, com a mesma equipa t\u00e9cnica e de produ\u00e7\u00e3o. E \u00e9 com muito orgulho que verificamos que tantas e tantas vezes o nosso teatro n\u00e3o envergonha em nada o que vem de fora, pelo contr\u00e1rio, at\u00e9 supera, em qualidade, criatividade e energia. Isso tem sido reconhecido e n\u00e3o \u00e9 por acaso que na maioria dos anos, os primeiros espet\u00e1culos a esgotar, s\u00e3o os nacionais. Pode-se dizer que, neste caso, santos da casa fazem milagres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>E o que ser\u00e1 preciso para que o Mindelact venha a comemorar mais 25 anos?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Que estejamos todos vivos e com sa\u00fade. E viva <em>noj <\/em>teatro crioulo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dai Varela Fotografias por Mindelact e Bob Lima O Festival Internacional de Teatro do Mindelo &#8211; Mindelact 2019, assinala 25 anos em novembro com uma programa\u00e7\u00e3o de grupos nacionais &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":12574,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[738],"tags":[],"wps_subtitle":"Jo\u00e3o Branco: ''E o Mindelact tem permitido isso, n\u00e3o s\u00f3 com as suas programa\u00e7\u00f5es de excel\u00eancia, mas tamb\u00e9m por trazer grandes nomes e artistas\u201d","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12568"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12568"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12568\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19160,"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12568\/revisions\/19160"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12568"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12568"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistabinter.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12568"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}